Inari - Deusa da agricultura e da prosperidade | Wicca, Magia, Bruxaria, Paganismo
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Atribuições: Raposas, fertilidade, arroz, chá, saquê, prosperidade e sucesso mundano
Símbolos: Raposa branca/vermelha, foice, saco de arroz e a cor vermelha
Local: Japão

Inari - Representação da Deusa por Dreoilin (DeviantArt)
Inari ou Oinari é uma das principais divindades do Xintoísmo no Japão, possuindo mais de 30 mil altares e templos dedicados à ela (sem contar os altares caseiros e pequenos encontrados em estradas).

A cor vermelha é muito presente no culto a ela, aparecendo em raposas, seu símbolo mais comum, e nos Torii presentes em locais de devoção.

As estátuas de raposa, geralmente, são encontradas em pares: um macho e uma fêmea. Isso acontece pois Inari possui uma representação na forma de uma jovem Deusa dos alimentos, um senhor idoso carregando sacos de arroz ou, ainda, um bodisatva andrógino para os devotos do budismo. Sua aparência depende muito das crenças e tradições de cada um, fazendo de Inari uma divindade muito pessoal.

Essas estátuas normalmente apresentam algum item em suas bocas ou sob uma pata dianteira, podendo ser, mais comumente, uma moeda ou uma jóia e uma chave, mas também pode ser um ramo de arroz, um pergaminho ou um filhote de raposa.

Seu principal santuário fica em Kyoto, na cidade de Fushimi. O local é muito visitado por turistas e devotos, sendo um dos locais mais característicos do Japão.

Fushimi Inari Taisha - Templo de Inari em Kyoto
Fushimi Inari Taisha - Templo de Inari em Kyoto
Sendo a Deusa ou Deus do arroz, Inari também é associada com prosperidade geral, e no Japão feudal era a padroeira de espadachins e mercadores.

Seu aspecto mais forte é o de divindade da agricultura, protegendo os campos de arroz e abençoando os fazendeiros com uma safra fértil todos os anos.

Há um mito que diz que Inari desce de sua montanha todos anos durante a primavera, abençoando as plantações de arroz. Durante esse período, ela assume a forma de uma jovem mulher para dormir com os homens. Um desses homens percebeu que estava dormindo com a Deusa quando viu uma cauda vermelha e peluda por entre os lençóis, mas não falou nada. Inari recompensou sua discrição dobrando a colheita daquele ano.


Uma Deusa, Várias faces

Algumas vezes ela também pode ser vista como um conjunto de outras divindades que variam de acordo com o período que o país se encontra. Inicialmente eram 3 divindades (Inari sanza), mas desde o período Kamakura esse número aumentou para 5 (Inari goza).

De acordo com os registros em seu santuário, Izanagi, Izanami, Ninigi e Wakumusubi já foram relacionados com Inari em determinado momento, mas hoje as cinco divindades relacionadas com ela atualmente são Ukanomitama, Sarutahiko, Omiyanome, Tanaka e Shi.

Em Takekoma Inari, o segundo templo mais antigo dedicado a Inari, as três divindades relacionadas a ela são Ukanomitama, Ukemochi e Wakumusubi.

Por vezes, seu aspecto feminino também é identificado como Dakiniten, uma divindade budista que é a correspondente japonesa à Dekini indiana. Sob essa forma, como comentamos anteriormente, ela é vista como andrógina e representada montada em uma raposa branca voadora.

Há quem diga que todas as divindades que possuem relação com alimentos podem ser relacionadas a Inari de algum forma.

Inari na cultura pop

O jogo Persona 3 Portable, lançado para Playstation Portable (PSP) em 2009 possui referências a diversas divindades de várias religiões e ao tarot. O protagonista do jogo invoca as personas (manifestações de sua personalidade) através das cartas com diferentes arcanos.

Entre essas referências, há um santuário dedicado a Inari que duplica alguma carta escolhida pelo jogador. Isso remete à fertilidade e prosperidade dessa divindade.

Templo dedicado a Inari no jogo Persona 3 Portable


O jogo Persona 5 (lançado em 2016 para Playstation 3 e 4) também continua com a temática voltada ao paganismo, e um dos protagonistas (Yusuke) possui uma vestimenta que claramente referencia Inari.

Outra protagonista, Futaba, o chama de Oinari ao invés de usar seu nome.

Referência a Inari no jogo Persona 5


No jogo Splatoon, lançado para Wii U em 2015, há uma estátua de raposa branca com detalhes em vermelho no mapa principal do jogo.

Estátua dedicada a Inari no jogo Splatoon




Invocando Inari

Lembrete:
Dentro da Wicca não existem regras e nem receitas prontas para invocar nenhuma Deusa. O ritual de invocação parte de dentro de cada um. Porém, ao vermos os mitos e símbolos de cada deusa, podemos sugerir formas de invocá-las. Lembre-se também de checar nosso Calendário para datas festivas, eventos e curiosidades.
A Deusa Inari está intimamente ligada ao arroz e à prosperidade. Portanto, uma forma de se conectar com ela para atrair prosperidade para a sua vida é preparando uma refeição com arroz e decorando a mesa com as cores vermelha e branca.

Enquanto prepara o alimento, concentre-se na Deusa e nas bênçãos que ela fornece aos agricultores. Dedique o alimento que está preparando a ela e peça para que a prosperidade e a abundância sejam cultivadas em sua vida!

Antes de comer, faça como os japoneses e agradeça pela comida. Após comer, agradeça também.

Se você tiver convidados para a refeição, presenteie cada um deles com miniaturas de raposas para que eles a levem para casa.

Agradeça a Deusa.



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Gayatri - A Deusa personificação do mantra | Wicca, Magia, Bruxaria, Paganismo
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  • Atributos: Personificação do Mantra Gāyatrī, Deusa da riqueza e da educação, mãe dos Vedas 
  • Símbolo: O mantra Gāyatrī (ॐभूर्भुवस्व) 
  • Local: Índia 

Gayatri - Ilustração da Deusa
Na mitologia indiana, todas as divindades são manifestações de Brahman, o espírito divino e absoluto, em diferentes ocasiões, e a Deusa Gayatri não é diferente.

Ela é tipicamente retratada sentada em uma lótus vermelha, que significa riqueza e pode aparecer sob duas formas:

  • Com cinco faces diferentes (Mukta, Vidruma, Hema, Neela, Dhavala) representando os pancha pranas / pancha vayus (sentidos/ventos) e dez braços. Seus dez olhos encaram oito direções diferentes além do céu e da terra e seus braços seguram todas as armas de Brahma, Vishnu e Shiva
  • Acompanhada por um cisne branco, segurando escrituras (que denotam conhecimento) em uma mão e um vaso em outra, simbolizando cura. Nessa forma ela é a Deusa da educação.

Seu mito de origem conta que um dia Brahma foi realizar suas orações aos Deuses, mas percebeu que para isso precisaria estar casado; a presença de seu par era imprescindível para a conclusão dos rituais. Brahma pediu para que lhe buscassem qualquer garota, e uma linda mulher foi encontrada próxima ao Monte Kairash, na região do lago Manasarovar.

Quando foi levada à Brahma, ele percebeu que ela era a própria personificação do mantra Gayatri. Eles se casaram naquele momento e permanecem juntos desde então.

Devido a essa união, a Deusa Gayatri é muitas vezes vista como outra representação de Sarasvati, ou ainda, considerada a culminação de três Deusas: Lakshmi, Parvati e Sarasvati.

Gayatri é, portanto, uma Deusa Tríplice em sua essência.


As escrituras da verdade

O hinduísmo possui um extenso sistema de escrituras sagradas chamado de Vedas. São quatro obras escritas em sânscrito védico (que posteriormente deram origem ao sânscrito clássico) datadas de muito tempo atrás.

O texto mais antigo é o Rigveda, registrado entre 2000 BCE e 1500 BCE., e é onde o mantra Gāyatrī (ॐभूर्भुवस्व) apareceu escrito pela primeira vez, mas estudiosos confirmam que ele pode ter sido passado muitos anos antes oralmente.

Sendo o segundo mantra mais reverenciado no hinduísmo, ficando atrás somente do Om (ॐ), o Gāyatrī invoca Savita, divindade indiana do sol, e por isso ele também recebe o nome de Sāvitrī.

Segundo as crenças dos hindus, os conhecimentos registrados nos Vedas representam toda “a verdade”. Sendo “mãe dos Vedas”, também podemos interpretar Gayatri como “mãe da verdade”.




Invocando Gayatri

Lembrete:
Dentro da Wicca não existem regras e nem receitas prontas para invocar nenhuma Deusa. O ritual de invocação parte de dentro de cada um. Porém, ao vermos os mitos e símbolos de cada deusa, podemos sugerir formas de invocá-las. Lembre-se também de checar nosso Calendário para datas festivas, eventos e curiosidades.
O mantra Gāyatrī inspira conhecimento e sabedoria, sua tradução é algo nas linhas de “Que o Deus Todo-Poderoso ilumine nosso intelecto para nos guiar pelo caminho justo”.

Você pode recitar o mantra, juntamente com algum incenso, para inspirar essas qualidades e assim atingir seus objetivos.

Gayatri na cultura pop


O tema de abertura da série de ficção científica Battlestar Galactica (emissora ABC) contém o mantra Gayatri:

   


 Durante a sua turnê (Living Proof: The Farewell Tour), a cantora norte-americana Cher incluiu no seu repertório o mantra: 



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Konohana Sakuya-Hime - Deusa das flores e vulcões | Wicca, magia, bruxaria, paganismo
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  • Atribuições: Deusa das flores e dos vulcões (sobretudo o Monte Fuji) 
  • Símbolos: Flores de cerejeira (Sakura) 
  • Local: Japão 
Deusa Konohana Sakuya-Hime | Wicca, magia, bruxaria, paganismo
A Deusa xintoísta que representa a delicada vida terrena, Konohana Sakuya-Hime (Kōnōhanasakuya-hime, Konohana-sakuya-hime, Kono-hana-sakuya-hime-no-kami ou somente Sakuya Hime - Hime significa "princesa", "donzela" em japonês), é considerada a personificação da vida japonesa, assim como a flor de cerejeira que é símbolo do país. Inclusive, seu nome é traduzido livremente como “princesa que desabrocha as flores da árvore”.

Seu pai é Oyamatsumi, Deus das montanhas, irmão de Amaterasu, Deusa do Sol. Essa relação faz de Sakuya-Hime sobrinha de Amaterasu.

Seu marido é o Deus Ninigi, responsável por trazer à terra o conhecimento sobre o cultivo de arroz. A lenda dos dois conta que eles se apaixonaram à primeira vista, ao se encontrarem no litoral, e Ninigi foi pedir sua mão ao pai da Deusa.

Oyamatsumi propôs que o Deus casasse com sua filha mais velha, Iha-Naga, Deusa das pedras, mas Ninigi tinha o coração certo por Sakuya. Oyamatsumi aceitou a união contra seu agrado e o casamento foi feito.

Devido a isso a vida humana não é longa e duradoura como uma pedra, mas curta e bela como uma flor de cerejeira.

Após a noite do casamento, Sakuya-Hime ficou grávida, e Ninigi suspeitou que a Deusa tivesse engravidado de outra divindade. Ela enraiveceu-se com a acusação, e para provar sua virtude foi dar à luz em uma cabana de parto. Sakuya-Hime pôs fogo na cabana e disse que ela e a criança não seriam machucados pelo fogo, e isso tornou-se verdade.

Ela e três crianças emergiram das chamas sem nenhum arranhão. Seus filhos são Hoderi (divindade dos tesouros do mar), Hosuseri (divindade dos mistérios) e Hoori (divindade dos grãos).

A Deusa não conseguia produzir leite suficiente para alimentar as três crianças, então, junto com seu marido, ela inventou o saquê, bebida fermentada de arroz, para que eles não morressem.

Uma Deusa “recente”

Originalmente, Sakuya Hime não possuía ligações com o Monte Fuji. Sua devoção começou entre os séculos XIV e XVI, onde as pessoas começaram a clamá-la, filha do Deus das montanhas, para protegê-los de erupções da montanha, assim como protegeu seus filhos do fogo da cabana.

Konohana Sakuya-Hime por Lidia Alina
Konohana Sakuya-Hime por Lidia Alina

A Deusa foi estabelecida como a divindade principal da montanha e até hoje permanece. Templos foram construídos em sua honra e ainda hoje é feita a cerimônia do fogo anual no Monte Fuji. Os devotos descem a montanha para trazer proteção à cidade contra o fogo e promover o parto facilitado.


Sakuya-Hime na cultura pop

No jogo Okami, lançado originalmente para Playstation 2 em 2006 e posteriormente para Wii e Playstation 3, a Deusa aparece na forma de Sakuya, uma divindade ligada à uma árvore de cerejeira que protege o vilarejo Kamiki.

Quando as trevas caem no mundo, ela invoca Amaterasu para restaurar a vida e a beleza com seu pincel celestial. Isso é alcançado pela protagonista do jogo ao fazer florescer as outras árvores de cerejeira, que são ligadas à árvore em que Sakuya reside.





Invocando Sakuya-Hime

Lembrete:
Dentro da Wicca não existem regras e nem receitas prontas para invocar nenhuma Deusa. O ritual de invocação parte de dentro de cada um. Porém, ao vermos os mitos e símbolos de cada deusa, podemos sugerir formas de invocá-las. Lembre-se também de checar nosso Calendário para datas festivas, eventos e curiosidades.
A Deusa Sakuya protege contra o fogo (que é um símbolo da renovação) e facilita o parto, seja ele literal ou não.

É uma ótima Deusa para pedir proteção contra mudanças indesejadas e fazer as ideias ou conquistas florescerem, mas para isso é importante que seja invocada durante a Lua Crescente ou Lua Cheia.

Itens necessários:


  • Papel branco e lápis/caneta ou pincel e tinta
  • Vela (qualquer cor)
  • Incenso


Em qualquer período do dia, vá a um local calmo e acenda a vela e o incenso. Vá desenhando flores no papel enquanto faz seu pedido à Deusa, sem esquecer das bênçãos que ela proporciona.

Quando terminar, reflita como ela poderia agir em sua vida enquanto espera a tinta secar.

Queime o papel com os desenhos na chama da vela. Ele será consumido, mas seus desejos prevalecerão.

Agradeça a Deusa e enterre os restos do ritual próximo a uma árvore, com exceção da vela, que deverá queimar até o fim.

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Durga – Deusa da Proteção e Mãe do universo | Wicca, Magia, Bruxaria, Paganismo
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  • Atribuições: Deusa da força e da proteção, mãe do universo 
  • Símbolos: Fogo, leões, vasilhas com arroz, colheres e itens amarelos em geral 
  • Local: Índia 
Durga – Deusa da Proteção | Wicca, Magia, Bruxaria, Paganismo
Essencialmente, todas as Deusas são diferentes representações da mesma divindade para os hindus, sendo chamada apenas de “Deusa” ou “Devi”. Talvez a mais importante e mais poderosa encarnação no hinduísmo seja Durga, que aparece com muitas faces e muitos nomes em várias ocorrências de sua mitologia. Ela é representada normalmente como uma bela mulher com 3 olhos e oito ou dez braços, segurando uma arma divina em cada mão.

Seu olho esquerdo representa o desejo (lua), o direito representa a ação (sol) e o central representa o conhecimento (fogo). O surgimento de Durga remete a muitos anos atrás, quando o demônio* Mahishasura ganhou um favor de Shiva após longa penitência. O demônio pediu ao Deus uma benção que fizesse com que ele não pudesse ser morto por nenhum homem ou Deus, e esse desejo foi concedido com certa desconfiança.

Como se considerava imortal, Mahishasura começou seu reinado de terror, atacando a terra e até mesmo a morada dos Deuses. Muitos foram mortos impiedosamente numa guerra que durou cem anos. Derrotados e com medo, os Deuses procuraram refúgio junto a Brahma, que os levou a Shiva e Vishnu. Enquanto o feito dos demônios era narrado, uma poderosa energia emanou de seus corpos, iluminando os três mundos (físico, astral e causal).

Essa energia concentrou-se em um ponto e tomou forma da Deusa. Seu rosto era iluminado como o de Shiva. Seus dez braços eram como os de Vishnu. Seus pés eram como os de Brahma. Seu cabelo foi formado a partir da luz de Yama e seus seios foram formados a partir da luz de Somanath.

A cintura veio de Indra, pernas e coxas de Varun, o quadril de Bhoodev, os dedos dos pés de Surya e os dedos das mãos de Vasus. Seu nariz formou-se da luz de Kuber, os dentes de Prajapati e seus três olhos de Agni. Suas sobrancelhas vieram dos dois Sandhyas e as orelhas vieram de Vayu.

A partir da energia dos outros Deuses, Durga surgiu, sendo presenteada por eles com objetos para combater Mahishasura, pois era a única que podia derrotá-lo.

E assim ela montou em seu leão e o fez, em uma batalha que ferveu oceanos e destruiu continentes.

*Os demônios, na cultura Hindu, são chamados de “asura”, o que se traduz em “antideus”, antagonistas dos “sura”, ou Deuses.

Deusa da proteção

A palavra “durga”, em sânscrito, é traduzida como um forte ou local que é difícil de cair. Os Hindus acreditam que a Deusa Durga protege seus devotos do mal e da miséria do mundo.

Ela carrega diversos objetos em sua mão, dados a ela pelos Deuses quando foi combater um antigo asura. São eles:


  • Chakram: Dado por Naryana, ele gira ao redor do dedo indicador da Deusa sem jamais tocá-lo. Simboliza a justiça ou dharma. 
  • Concha (ou búzio): Dado por Varuna, simboliza a palavra “Ohm”, um mantra que indica uma conexão com o divino através do som. 
  • Arco e flecha: Dados por Surya, representam energia. Durga os segura na mesma mão, demonstrando seu poder sobre energia potencial e cinética. 
  • Trovão: Dado por Indra, essa arma simboliza firmeza de espírito. O trovão pode destruir onde cai sem ser afetado, e assim deve ser o devoto de Durga, vencendo seus desafios sem perder confiança em si próprio. 
  • Flor de Lótus: A flor não está totalmente desabrochada na mão da Deusa, simbolizando uma certeza de sucesso futuro, o acordar da consciência espiritual. A lótus é uma flor que consegue nascer em meio à sujeira (e seu nome em sânscrito, “pankaja”, significa isso), e isso representa o devoto que consegue se elevar espiritualmente em meio as adversidades. 
  • Espada: Dada por Yama, esse objeto representa conhecimento e intelecto afiado. A Deusa usa a espada para cortar o véu da ignorância que prende alguém a ações erradas e karma. 
  • Lança: Dada por Agni, a lança destrói a negatividade e garante prosperidade. 
  • Maça: Presente de Vishwakarma, essa arma atinge qualquer inimigo, independentemente de sua defesa. As bênçãos de Durga ajudarão quem a procura a derrotar qualquer ameaça. 
  • Tridente (ou Trishul): Presente de Shiva, é um símbolo dos três Gunas (três qualidades em um humano): Satvva (força criativa), Rajas (manifestação) e Tamas (inércia). Os Gunas representam um triângulo de forças opostas e complementares, equilibrando a existência. Durga consegue dar a coragem necessária para lutar com seus males a alguém que está fora de sincronia com alguma dessas qualidades. 

A Deusa também recebeu um leão de montaria como presente do Deus Himavat. Esse animal representa poder, vontade e determinação; sendo a montaria de Durga, isso representa o domínio da mesma sobre essas qualidades e sugere ao devoto que é necessário possuí-las para libertar-se do ego.

Diversas encarnações

Todas as Deusas são diferentes encarnações da mesma divindade dentro do hinduísmo, então, no fim, todas se encontram na Deusa Mãe Durga. Podemos citar entre essas encarnações: Kali, Sarasvati, Lakshimi, Bhagvati, Parvati, Bhavani, Maya, Java, Ambika, Laulita... São diversas Deusas, e ao mesmo tempo, uma só divindade, compartilhando atributos e devoção de um povo.

Durga também possui nove aspectos (que também são divindades por si só) que são homenageados durante os nove dias de seu festival, no mês de setembro. São eles: Skondamata, Kusumanda, Shailaputri, Kaalratri, Brahmacharini, Maha Gauri, Katyayani, Chandraghanta and Siddhidatri.

Além dessas diversas “existências”, Durga também possui muitos nomes: 108 exatamente.
Eles aparecem nos textos de Durga Saptashat (ou Chandi), antigas escrituras em sânscrito que narram a história da batalha da Deusa contra Mahishasura.

Durante os dias do festival Durga Puja, seus devotos rezam à Deusa em seus 108 nomes, assim como Shiva fazia para agradá-la.





Invocando Durga

Lembrete:
Dentro da Wicca não existem regras e nem receitas prontas para invocar nenhuma Deusa. O ritual de invocação parte de dentro de cada um. Porém, ao vermos os mitos e símbolos de cada deusa, podemos sugerir formas de invocá-las. Lembre-se também de checar nosso Calendário para datas festivas, eventos e curiosidades.
O principal festival à Deusa, o Durga Puja, acontece no final de setembro. Seus devotos agradecem à Deusa por seus feitos e pedem que continue oferecendo proteção. Durante os 6 dias do festival são feitos diversos rituais para diferentes aspectos, e qualquer um que queira demonstrar devoção à Deusa pode realiza-los, porém é importante estudá-los, assim como o festival em si, para que sejam executados corretamente.

Abaixo você pode encontrar um simples ritual para pedir proteção à Deusa, não necessitando de um estudo muito aprofundado.

Recomendamos que o ritual seja feito durante a Lua Crescente ou Lua Cheia, para que os resultados cresçam.

Itens necessários:
  • Vela
  • Incenso
  • Vasilha de arroz com colher
  • Símbolo de Durga (opcional, caso queira trabalhar algum aspecto mais aprofundado de si mesma(o). Para trabalhar o aspecto desejado, utilize algum símbolo que remete à arma equivalente carregada pela Deusa)

Não importando o período do dia, faça o ritual em um local calmo.

Acenda a vela e o incenso, meditando sobre seu pedido.
Você pode utilizar o mantra de Durga para facilitar a meditação:

"Om Dum Durgayei Namaha" que significa "Om e saudações à energia feminina que protege contra todas as formas de energias negativas"

Chame por Durga e lhe agradeça pela proteção que ela concede diariamente, peça para que continue assim.

Agradeça novamente e deixe vela e incenso queimando.

Pode consumir o arroz ou enterrá-lo.

Sempre que quiser, acenda a vela novamente, remetendo seus pensamentos à Deusa para que ela lhe proteja sempre.



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Nut - Deusa do céu e da proteção | Wicca, Magia, Bruxaria, Paganismo
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  • Atribuições: Deusa do céu e do firmamento, das estrelas e da morte
  • Símbolos: Céu, estrelas, vaca, pote
  • Local: Egito
Nut, Deusa da Noite | Wicca, Magia, Bruxaria, Paganismo
Os antigos egípcios tinham a Deusa Nut (ou Nuit, Newet, ou ainda, Nueth) como uma das mais adoradas. Ela era a própria personificação do céu e também era aquela que deu à luz a muitos Deuses, possuindo um importante papel na sua mitologia como uma barreira entre o caos e a ordem.

Filha de Shu, o Deus do ar e Tefnut, Deusa da umidade, Nut é uma das Deusas que remetem à criação do mundo.

Nesse mito, ela e seu irmão Geb (Deus terra) eram vistos como amantes, e abraçavam-se tão fortemente que nada podia passar entre eles. Obervando aquilo, Shu separou-os, tornando-se o vento que circula entre céu e terra.

Essa separação foi tardia, quando Nut já estava grávida. Dela nasceram todos os planetas e estrelas, e eles ficariam junto dela enquanto estivesse presente no céu. Esse é um atributo que ela divide com a Deusa Hathor, juntamente com o símbolo da vaca, que representa a habilidade de dar vida.

Dessa união também surgiram alguns Deuses do panteão egípcio, sendo eles Osíris, Set, Ísis e Néftis. Os antigos egípcios também diziam que seu avô, o Deus sol Ra, todas as noites entrava pela sua boca e renascia de sua vulva a cada manhã.

A representação de Nut normalmente é uma mulher nua, negra e coberta de estrelas. Ela fica curvada em direção à terra, olhando para baixo, e seus braços e pernas formavam pilares que sustentavam o céu e protegiam o mundo do caos. Ela pode ser representada, também, por uma mulher comum com um pote sobre a cabeça.

Deusa da morte

Como já foi dito, Nut dava à luz ao sol todos os dias. Esse fator a conectava com o submundo, com ressurreição e com as tumbas, tornando-a uma Deusa de morte e renascimento.

Ela era vista como amiga dos mortos, uma protetora àqueles que atravessavam o Duat (o submundo egípcio).

Frequentemente ela era pintada por dentro dos sarcófagos de seus devotos para protege-los até que renascessem, como Ra, em uma nova vida.

Nut possuía grande importância na mitologia egípcia, possuindo alguns festivais em sua homenagem realizados durante o ano, mas nenhum grande templo ou culto foi ligado a ela. Existiram alguns santuários em seu nome, e ocasionalmente eram feitos rituais com alimento.





Invocando Nut

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Essa Deusa é uma grande aliada quando o assunto é proteção. Como foi dito, os antigos egípcios acreditavam que ela protegia o mundo com o seu corpo, impedindo que o caos os alcançasse.

Se você estiver com a sensação de que muitas coisas estão dando errado e sua vida em si está um caos, pode invocar Nut durante a Lua Crescente ou Lua Cheia para que ela afaste essa energia ruim.

Itens necessários:


  • Incenso (Alecrim e açafrão recomendados) 
  • Velas 
  • Sua música preferida 


Em uma noite, em algum local escuro e que de preferência consiga ver o céu, acenda as velas e os incensos.

Faça uma breve meditação acerca do seu objetivo e do seu pedido.

Coloque a música para tocar e dance. Deixe-se levar pelo ritmo e não perca o foco do seu pedido.

Quando sentir que já é o suficiente, vá descansar. Tenha sempre gratidão em mente pois Nut nos protege do grande caos desde tempos imemoriais.

Agradeça a Deusa no fim do ritual e deite-se para dormir.


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Artio - A Deusa Urso da Abundância | Wicca, Magia, Bruxaria, Paganismo
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  • Atribuições: Deusa da abundância, transformação e vida selvagem
  • Símbolos: Urso e frutas
  • Local: Europa
Estátua de Bronze dedicada à Deusa Artio | Magia, Bruxaria, Wicca, Paganismo
Artio é uma Deusa Celta da abundância (ou fertilidade), transformação e vida selvagem. Seu nome origina-se da palavra celta para urso (arth) e ela é representada na maioria das vezes como tal, podendo também estar rodeada de frutas.

Os registros mais antigos dessa Deusa são de 450 EC., mas sua origem pode ser ainda mais antiga: em toda a Europa foram encontrados crânios e ossos de ursos arrumados em nichos dentro de cavernas.

Os ancestrais dos Celtas que chegaram à Europa foram os Helvetii, que cultuavam uma Deusa que era referida como “A Ursa”. Essa tribo, eventualmente, foi tomada pelo império romano, mas podemos ver que o culto à Deusa sobreviveu, inclusive sendo absorvida por outra entidade dentro daquele panteão: A Deusa Diana (ou Ártemis, na Grécia). As duas possuem atributos similares e talvez isso possa ter sido um feito dos seguidores de Artio em Roma.

A Deusa Urso

O urso fêmea normalmente passa a hibernação grávida, para dar à luz na primavera. Se associarmos com o Xamanismo, onde tal figura é constantemente encontrada, o período de hibernação gestante no inverno simboliza a jornada em meio às trevas e o nascimento do filhote no início da primavera simboliza o retorno à luz com o conhecimento obtido durante a estação. Isso também simboliza um ciclo de transformação.

Deusa Artio dormingo com um Urso por Alexandra Nereïev | Wicca, Magia, Bruxaria, Paganismo
Deusa Artio dormingo com um Urso por Alexandra Nereïev

O período da primavera é escolhido instintivamente pela mãe urso pois é a época em que o alimento está mais abundante, e seus filhotes terão mais 3 estações com fartura para fortificar-se. Daí se dá, também, a benção da Deusa Artio, que renova o terra com vida ao final do inverno.




Invocando Artio

Lembrete:
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Quando Artio acorda de seu sono invernal, ela destrói o frio com calor e luz, trazendo abundância ao mundo novamente.

Durante a Lua Crescente, pode-se invocar essa Deusa para que seus desejos frutifiquem e tragam felicidade.

Para invoca-la, faça uma salada com frutas frescas e a compartilhe com familiares e amigos para espalhar a abundância de Artio. Se a tiver em mente, a Deusa retribuirá.

Artio na cultura pop

Embora a ligação não seja clara e aberta a várias interpretações, podemos ver a presença de Artio na animação “Valente”, da Disney (2012).

A história assemelha-se mais à da deusa Calisto, mas se passa na Europa em uma época em que os Celtas ainda possuíam grande presença.

Deusa Artio retratada no filme Valente, da Disney | Wicca, Magia, Bruxaria, Paganismo
Deusa Artio retratada no filme Valente, da Disney

O culto à Deusa provavelmente provém de tempos anteriores à época em que o filme acontece, porém, a figura do urso é constantemente reapresentada, sugerindo então que o povo do filme a adorava.



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Nyx - Deusa Primordial da Noite | Bruxaria, Magia, Wicca, Paganismo
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  • Atributos: Deusa da noite, da fertilidade e da morte 
  • Símbolos: Ovo, lua crescente, estrela
  • Local: Grécia 

A noite (Nyx) - William-Adolphe Bouguereau, 1883Essa Deusa é uma figura sombria. Presente desde o primórdio da criação, Nyx teve diversos filhos, entre eles Hipnos (o sono), Tânato (a morte), e Éris (Deusa do caos).

Ela vem de uma época em que as divindades personificavam aspectos da natureza, portanto, ela É a noite. Assim como sua irmã, Gaia, é a terra. Também é irmã de Érebo, Tártaro e Eros.

Nyx é normalmente representada como uma figura feminina alada ou em uma carruagem. Também pode possuir uma auréola ou véu feita de névoa. Além desses detalhes, também é dito que ela possui poder e beleza tão grandes que impõe medo em Zeus.

Em Roma ela é chamada de Nox, mas em determinada época evitava-se pronunciar seu nome (talvez por temor ou por respeito), então as pessoas davam-lhe nomes gregos como Eufrone e Eulália.

Nyx ainda hoje é cultuada por bruxas e magos que acreditam que ela traz fertilidade e rejuvenescimento à terra, mas raramente é o foco de algum culto, permanecendo em segundo plano dentro de outros cultos. Por exemplo, há uma estátua chamada "Nyx" no templo de Ártemis na cidade de Éfaso.

Isso também faz alusão ao fato de que ela vigia tudo enquanto veste seu manto da invisibilidade, assistindo ao que acontece sem ser notada.

Deusa da morte

Essa Deusa ora aparece de forma benevolente, como as belezas da noite e ora como seus terrores; não simbolizando uma entidade maligna, mas sim as possibilidades da escuridão.

Ela mora em uma caverna localizada na profundeza do Tártaro, de onde realiza oráculos e envia sonhos e profecias à superfície. Fora da caverna, a ninfa Adrasteia bate com címbalos e tímpanos no ritmo da canção entoada por Nyx, para assim mover o universo.

Seus filhos, em sua maioria, são divindades que habitam o mundo subterrâneo e possuem forças indomáveis a qualquer outro Deus. São eles:

Com Érebo ela teve: Éter (luz celestial) e Hemera (o dia).

E sozinha: Moros (Destino), Queres (espíritos da fatalidade), Tânato (Morte), Hipnos (sono), Oniros (personificação dos sonhos), Momos (Escárnio), Oizus (Miséria), Hespérides (espíritos da natureza), Moiras (Deusas do destino), Nêmesis (Deusa da vingança, da justiça e do equilíbrio), Ápate (Fraude), Filotes (Amizade), Geras (Velhice) e Éris (Discórdia).

Nyx por Laura Pelick Siadak
Deusa Nyx por Laura Pelick Siadak


Nyx na cultura pop

Na série de livros "Harry Potter", escrita por J. K. Rowling, as personagens frequentemente usam o feitiço "Nox" para apagar a luminosidade de suas varinhas.

Isso faz uma referência à Deusa em questão, pois além de ser um de seus nomes, também remete à escuridão.




Invocando Nyx

Lembrete:
Dentro da Wicca não existem regras e nem receitas prontas para invocar nenhuma Deusa. O ritual de invocação parte de dentro de cada um. Porém, ao vermos os mitos e símbolos de cada Deusa, podemos sugerir formas de invocá-las. Lembre-se também de checar nosso Calendário para datas festivas, eventos e curiosidades.
Nyx é uma boa Deusa para ser chamada quando você precisa entrar em contato com o seu âmago e renovar-se.

Preferencialmente, esse ritual deve ser feito na Lua Crescente, para fazer florescer os resultados.

Entretanto, é imprescindível saber que Nyx se estressa facilmente e pode tanto realizar sonhos quanto trazer a morte a quem a procura. Conheça esta Deusa e tome cuidado.

Itens necessários:

  • Incensos (recomendo lavanda, mel ou sândalo) 

Vá a algum local seguro que você possa ficar na penumbra. Se puder ver as estrelas, melhor ainda.
Acenda os incensos e faça uma reverência à Deusa, pois ela certamente estará observando você. Agora medite sobre si mesma(o), pense em seus feitos e deixe de lado sentimentos como culpa, vergonha e raiva.

Deixe os incensos queimando até o fim. Nyx trará em seus sonhos a energia que você precisa para sua renovação. Portanto preste atenção neles e tente anotá-los.

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