As Musas - Deusas da inspiração e das artes

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Musas - Deusas da inspiração e das artes | Wicca, magia, bruxaria e paganismo
  • Atribuições: Deusas inspiradoras das artes, ciências e literatura 
  • Símbolos: Vários, cada uma possui símbolo próprio
  • Local: Grécia 

As Musas
As nove musas gregas eram representadas como jovens e belas donzelas. O pai delas é Zeus, rei dos Deuses e a mãe é Mnemósine, Deusa da memória.

Na mitologia grega, são as Deusas inspiradoras das artes, ciências e literatura e são consideradas fonte do conhecimento incorporado nas poesias, nas letras das músicas e nos mitos que foram transmitidos oralmente por séculos em culturas antigas. Mais tarde também foram adotadas pelos romanos, passando a fazer parte de seu panteão.

Acredita-se que elas morem acima das nuvens douradas que cobrem os picos de duas montanhas sagradas para os gregos: o monte Olimpo e o monte Hélicon.

Elas também eram referenciadas como Mneiai (memórias), pois muito da música e poesia da época eram guardadas na memória. Sua origem é atribuída aos próprios Deuses gregos que, após sua vitória na guerra contra os titãs, pediram que essas divindades especiais fossem trazidas à existência para que pudessem comemorar seus feitos. Originalmente, eram ninfas padroeiras dos poetas e músicos, mas seus papéis se diversificaram com o tempo para incluir outras atribuições.

Confira abaixo as nove Deusas mais detalhadamente:

  • Clio: Musa da história e escrita.

    Clio adorava contar histórias do passado. Padroeira das sátiras teatrais, seu símbolo principal é um pergaminho parcialmente aberto, mas também pode ser encontrada em livros e penas de escrita.

  • Tália: Musa da comédia e da poesia.

    Padroeira da comédia teatral, seu símbolo principal é uma máscara cômica, mas também pode ser encontrada em cornetas ou um bastão de pastoreio (o ato de puxar alguém do palco com o bastão é uma referência a essa Deusa).

  • Erato: Musa do erotismo e da beleza.

    Padroeira dos versos e poesias amorosas. Seu símbolo principal é uma Cítara, um tipo de harpa, mas também pode ser encontrada em pombas ou flechas douradas. Ocasionalmente é acompanhada pelo Deus Eros, carregando uma tocha.

  • Euterpe: Musa padroeira da música.

    Seu símbolo principal é o Aulos, uma espécie de flauta com dois tubos. Seu nome significa “Aquela que dá prazer”, pois a música sempre foi considerada um dos maiores prazeres ao longo da história. Ela tem um filho chamado Rhesus com o Deus dos rios, Strymon.

  • Calíope: Musa padroeira da poesia épica.

    Dita ser a Musa mais sábia dentre todas e inspiração de Homero para escrever suas poesias. Seu símbolo principal é uma tabuleta de escrita. Calíope é a mãe de Orfeu e Lino.

  • Terpsícore: Musa padroeira da dança e do coro das vozes.

    Seu símbolo é uma lira e é frequentemente representada tocando esse instrumento sentada. É considerada por vezes a mãe das sereias.

  • Urânia: Musa padroeira da astronomia e das constelações.

    Deusa da filosofia, ela possui o dom de profetizar lendo as estrelas. Seus símbolos são o globo e a bússola e é frequentemente representada com um manto incrustrado de estrelas, olhando para o céu.

  • Melpômene: Musa da tragédia.

    Apesar da sua atribuição, essa Deusa é uma divindade com canto particularmente alegre. Costuma ser representada com uma faca ou bastão em uma mão e uma máscara trágica na outra. Seu símbolo principal é a máscara trágica.

  • Polímnia: Musa padroeira dos cantos religiosos, orações e danças sagradas.

    Essa Deusa é a mais séria dentre todas Musas. É também associada com meditação, e esse traço se reflete em suas representações, onde comumente aparece curvada sobre uma coluna, aparentemente em profunda reflexão. Seu símbolo principal é o véu, o que implica a ela os traços de uma sacerdotisa virgem.

Embora as Musas tenham sido geralmente citadas como uma fonte de inspiração e ajuda aos mortais, elas também eram vaidosas, arrogantes e se ressentiam facilmente com qualquer um que questionasse a sua supremacia nas artes. Há algumas lendas sobre isso na mitologia grega, por exemplo, na Ilíada, onde um músico chamado Thamirys disse que podia cantar melhor e mais alto que as Musas. Ele competiu contra elas e, sendo castigado devido a sua presunção, perdeu a visão, a capacidade de cantar e de tocar a lira.


O templo das Musas

A palavra “museu”, que nos traz a mente várias mostras de arte, se origina dos termos “Museion” ou “Musaeum”, que é um templo ou altar em que as Musas são honradas.

Em diversas línguas indo-européias o termo se mantém, indicando um local de prestígio, cultivo e preservação das artes e ciências.

A palavra “música”, como podemos perceber, também deriva do nome atribuído a essas divindades. Ainda hoje, a palavra “musa” é usada figurativamente para referir-se a uma pessoa que serve de inspiração.

Musas Dançando com Apolo por Baldassare Peruzzi
Musas Dançando com Apolo por Baldassare Peruzzi



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Invocando as Musas

Lembrete:
Dentro da Wicca não existem regras e nem receitas prontas para invocar nenhuma Deusa. O ritual de invocação parte de dentro de cada um. Porém, ao vermos os mitos e símbolos de cada Deusa, podemos sugerir formas de invocá-las. Lembre-se também de checar nosso Calendário para datas festivas, eventos e curiosidades.
As Musas vivem dentro de nós como uma necessidade de expressar o prazer e a criatividade. Elas nos ajudam a manifestar no mundo externo o que há no âmago do nosso ser e, dependendo das nossas opções, podemos abraçar algumas das diversas possibilidades oferecidas por elas.

De acordo com as crenças dos gregos antigos, as Musas devem ser invocadas para ajudar e guiar uma pessoa necessitada de inspiração em suas composições, sempre que “faltar criatividade” de nossa parte.

O ato de invocar as Musas é um ato mágico capaz de estimular e desenvolver nosso lado criativo. Na correria de nossas rotinas, muitas vezes não paramos para ouvir as vozes das Musas dentro de nós.

Para este ritual você vai precisar de materiais de criação. Pode ser um caderno e lápis pretos e coloridos; telas, pincéis e tintas; instrumentos musicais; argila ou barro etc. Escolha aqueles com os quais tenha afinidade ou deseja aprender!


Faça este ritual, preferencialmente, todos os dias. Nem que seja por 5 minutos por minutos por dia, sempre o faça. Primeiro, tente ficar em um lugar tranquilo e pegue o material de criação de sua escolha. Peça para que as Musas guiem suas mãos. Desenhe, rabisque, escreva, pinte, toque seu instrumento, dance, cante... crie o que sentir que deve criar sem se preocupar com nada. As Musas estarão guiando você. Ao final agradeça a inspiração e dedique a obra a elas!

Você pode colecioná-las, presenteá-las ou se desfazer delas. O importante aqui é o momento da criação. Quanto mais fizer este ritual, maior será sua afinidade com as Musas. Logo, quanto maior for sua afinidade com elas, maior será a sua habilidade criativa!

Atena Junto às Musas por Frans Floris, 1560